February 12th

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Sounds perfect Wahhhh, I don’t wanna

Diferente

“Eu pensei que ia te esquecer logo. Eu pensei que logo iria perder o interesse em você. Mas não, e o meu erro não foi pensar isso. Meu erro foi pensar que você iria ser igual a todos os outros. Que iria chegar, fazer eu me sentir bem, eu me sentir único; depois iria fazer eu me sentir mal, me sentir igual a todo mundo e iria embora. Esse é o ciclo. Mas você não fez isso. Você… Você fez pior. Você fez muito pior. Porque você me prometeu coisas…
Me prometeu ficar, mas foi embora.
Me prometeu me fazer bem, mas me sinto um lixo.
Prometeu que nunca me decepcionaria, mas deixa eu te contar um segredo, você me decepcionou. E muito.”

Freedom

Dizem que a verdade nos libertará. Acho que é verdade. Ela realmente me libertou. Libertou me para livremente chorar, as lágrimas enxugar e um sorriso no rosto colocar.
Não importou o lugar. Nem o momento. Nem às horas. Assim que a verdade foi exposta, eu chorei. Simplesmente chorei sabe? Chorei até meus olhos secarem de vez. Chorei até cair em mim outra vez. Chorei como se fosse a última vez.
E o engraçado é que foi a última vez. A última conversa sensata. A última atenção para mim dedicada. Porque depois disso sabemos o que aconteceu. Me tornei simplesmente mais um entre os 7 bilhões. Me tornei um qualquer. Um nada. E talvez eu seja isso mesmo. Um nada. Mas não sou um nada como um vão entre duas coisas. Sou um nada como oceano, completo e bem cheio. Onde não é qualquer um que é permitido se aprofundar. E nem todos tem coragem suficiente para isso. Para ver que esse oceano no seu centro tem um bioversidade magnífica. Rica e bela. Onde tudo se encontra e concentra. Onde tudo se repete e completa. Onde tudo sorri e chora.
Mas no oceano não é possível ver lágrimas. E é ali que me encontro. Chorando o tempo todo. Sentindo a todos. E ninguém notando nada. Porque ninguém merece saber. Que essa imensidão no seu profundo coração pacífico. Uma tempestade se concentra. Porque nem sempre que é belo é bom.

Coração

Ele estava vazio. Sempre esteve no mais completo silêncio. Uma vez ou outra mandava um simples aviso: “Sem sentimentos, Sem decepção.”
Mas ai tudo mudou quando você chegou. Até porque ele sentia que já te conhecia, sentia que em outro tempo, em outro lugar, e quem sabe, em outra vida, já tinha te amado. Nessa vida não seria diferente, porque ele já te amava. No momento em que ele viu seus olhos ele sabia que devia te amar. Foi aí que começou a descontrolada sucessão de erros.
Ele deixou se envolver, ele fechou os olhos e simplesmente sentiu toda e qualquer sensação de conforto e alegria. Ele se apegou ao belo, não achando relevante encarar o feio. Ele se perdeu, tudo se perdeu. Tudo mudou em minutos, em segundos. Ele tentou abrir os olhos, mas a escuridão ainda continuava lá. Ele se fechou. Ele se retraiu. Ele se perdeu na sua imensidão escura e sua única companhia era as lembranças dos momentos bons, porque os ruins nunca existiram, só os bons fazem falta.
Como podia você ter ido embora e ainda continuar lá? Continuar em tudo. Ocupar todos as brechas e cantos. Não deixando espaço para mais ninguém. Deixando só, com a sua lembrança mais clara, que nunca se apaga. Deixando o triste e infeliz.
Seria pedir demais você ter ido embora e levado tudo? Inclusive o amor que ele sentia por você? Ele não merecia o castigo de amar sua ausência e sentir falta da sua presença.
Pobre coração, que em tudo acreditou e de nada se recuperou.

Reencontro

“É uma sensação estranha. Começa pela minha barriga como se tivesse várias asinhas ali, imitando o bater de asas de uma borboleta. Vai subindo pelo meu peito, e sinto uma pontada no coração, que simplesmente causam uma reação em meus olhos. Eles enchem de lágrimas e elas começam a rolar pelo meu rosto, que mesmo embaçados refletem o seu rosto sorridente. Faz quanto tempo? 7 meses? Acho que sim. Mas é como se meus olhos tivessem encontrado os seus ontem. Porque eles ainda buscam você, ainda o desejam. Não nego que estava ansioso para esse reencontro. Mas não porque queria te ver. E sim porque queria ver a minhas reação em ver você novamente. Porque na minha cabeça aquele sentimento estava morto. Eu errei. Ainda amo você. Ainda quero sentir seu abraço. Ainda quero seus lábios nos meus. Ainda quero sentir seu corpo colado no meu, enquanto você diz que me ama. Quero você todo novamente. Com ou sem os seus defeitos. Eu te perdoo. Juro que te perdoo pelo mal que você me causou. Só faz eu me sentir único novamente.”

Também Te Amo

Acabamos de transar faz uns cinco minutos. Mas ainda estamos ofegante. Doug leva muito à sério o conceito de ser criativo e violento no sexo. Eu gosto disso.
Estamos pelados, deitados lado a lado na cama, bem esticados, o que faz a cama ser pequena, mesmo sendo uma cama de casal. Eu me viro de lado para ficar de frente para ele, e aconchego minha cabeça no espaço entre sua cabeça e o ombro. Ele também se vira, e me abraça.
- Você está bem selvagem ultimamente Dylan! Cadê meu menino romântico? - ele diz sorrindo para mim.
- Você me deixa assim! - eu falo suspirando.
Ele ri, e eu sorrio.
Ficamos em silêncio por um tempo, e uma idéia vem a minha mente, é bem cliche, não sei se ele vai gostar. Mas é bem criativo, então decido fazer.
Me levanto, e sento no colo dele, de frente para ele. Ele me olha confuso e diz:
- Calma apressadinho! Eu n descansei ainda, já continuamos…
- Cala a boca - eu digo interrompendo ele - você está cortando o clima!
- Ah okay né. Ques que eu faça o que?
- Feche os olhos.
- O que? Não irás fazer aquilo de novo né? Achei bem estranho, e não foi nada excitant…
Eu dou um tapa na cara dele. Ele me olha surpreso.
- Agora estou começando à gostar - ele diz.
- Shiu! Se você dizer mais alguma coisa eu irei cortar seu pinto fora, e enfiar na sua boca! - eu digo.
Ele finge passar um zíper na boca. Por um momento penso em sorrir, mas ai ele ia começar a falar de novo, então decido me conter.
- Okay! Então só me obedeça agora! - eu digo meio sério.
Ele finge abrir o zíper da boca e diz:
- Adoro quando você é mandão! - ele diz sorrindo.
Faço gesto de uma tesoura para ele, ele sorri, e passa o zíper imaginário na boca.
- Feche os olhos - eu digo.
Ele fecha.
- Agora eu irei escrever no seu peito - eu digo.
Ele franze as sobrancelhas, ainda de olhos fechados.
- Não se preocupe, eu irei escrever com o dedo.
Ele acena afirmativamente a cabeça.
- Eu quero que você sinta meu dedo percorrer seu corpo. E quero que você me diga o que eu escrevi. Okay?
Ele assenti.
- Okay então lá vai.
Eu começo a percorrer o peito dele com meu dedo, eu passo lentamente para que ele entenda, e enquanto faço isso, não sei o porquê, mas à música “Soon We’ll Be Found - Sia” me vem a mente. Eu continuo a escrever, e então paro. Acabei
Ele demora um segundo para entender o que escrevi, mas quando entende ele levanta as sobrancelhas. E sussurra o que eu escrevi:
- Eu te amo.
Eu sorrio. Ele entendeu.
Ele fica em silêncio por um tempo. Acho que ele ficou brabo, ele não gosta de nada que envolva sentimentos. Penso por um segundo que ele irá embora, e eu nunca mais verei ele. Meus olhos começam a embaçar. Ele continua de olhos fechados.
Antes de eu dizer qualquer coisa, ele levanta o braço em minha direção, acho que ele vai me bater. Fecho os olhos, quero que ele me bata, eu mereço. Mas eu não sinto seu toque em meu rosto, sinto seu toque no meu peito, ele está escrevendo algo. Eu tento ao máximo sentir o que ele escreve, quando ele termina eu sussurro o que ele escreveu:
- Também te amo.
Eu abro meus olhos e vejo que ele me observa. Não percebo que estou chorando até que uma lágrima cai no peito dele. Ele me olha intrigado e diz:
- Porque você está chorando?
- Achei que nunca ia sentir você dizer isso…
- Você inventou essa brincadeira, ninguém nunca imaginária sentir o eu te amo de alguém assim e…
- Não estou falando sentir no peito - eu digo interrompendo ele. - Estou dizendo sentir aqui.
Eu pego a mão dele e coloco no lado esquerdo do meu peito. Mesmo com a mão dele por baixa da minha, sinto meu coração bater. Ele sorri e diz:
- Meu menino romântico voltou!
Ele me puxa para si, e nossos lábios se tocam, sinto o gosto das minhas lágrimas enquanto o beijo.

Gabi&Gabi

Deve ser a quinquagésima vez que olho para meu relógio de pulso hoje, e o por incrível que pareça, acho que o relógio está andando para trás. A aula acaba às 11 e 45, e falta 6 minutos ainda para tocar o sinal, claro que o professor ainda está tagalerando na frente da classe, mas isso não importa, nada mais importa. Eu só preciso vê-lo.
São 11:40…
‘Oh Deus Cronos, Grande Senhor do Tempo, pode me ajudar por favor? Acelere esse tempo cara!’
São 11:41…
A cada minuto, ou melhor, a cada segundo, parece que uma nova borboleta entra para a colônia situada no meu estômago.
São 11:43…
Estou suando frio até, e tremendo demais, se uma pessoa me olhar agora, pensará que eu tenho o mau de Parkinson.
São 11:44…
“Calma Gabriela, você vai é ter um treto, daqui à pouco você irá ver ele.” sussurra Bruna(Minha Melhor Amiga) sorrindo.
“Eu sei, mas você sabe como essa coisa de esperar não é comigo. Eu não esperei nem nove meses para nascer.” eu sussurro de volta, olhando para o relógio.
5… 4… 3… 2… 1…
De repente ouço o doce som do sinal de saída. ‘Uhulllll…“
Jogo tudo para dentro da bolsa, e caminho(corro) em direção a porta da sala de aula. Enquanto caminho para o portão principal, as borboletas no meu estômago começam uma balada.
Assim que saio pelo portão fecho os olhos, e sinto a brisa em meu rosto, não preciso nem abrir os olhos para saber que o Gabriel está sentando no banco de jogar xadrez no parquinho, sentado e sorrindo para mim. Eu abro os olhos e ele está igual como imaginei que estaria, mas mesmo vendo o sorriso dele por todos esse meses, ainda me surpreendo pelo amor que sinto por ver esse sorriso, o amar que sinto por vê-lo feliz.
“Toda boba em Gabi?!” diz Bruna, enquanto para do meu lado, me ajudando atrapalhar os outros alunos saindo.
“Acho que boba não, só feliz.” eu digo sorrindo.
“Então eu acho, quer dizer, tenho certeza que essa felicidade é recíproca. Olha lá o sorriso dele, saiba que o motivo do sorriso é você. Até amanhã.” diz Bruna me dando um beijo no rosto e indo embora.
Eu continuo lá parada, adoro observar ele assim. De repente sinto/escuto que me deram um tapa na minha bunda, olho para lado confusa e vejo que a Bruna voltou.
“Vai lá logo com seu Dom Juan!!” ela diz sorrindo. E ela finalmente vai embora.
Esse tapa na minha bunda me deu um empurranzinho, interrompendo meu devaneio.
Caminho em direção ao parquinho. A sensação que tenho e que somos dois ímam, dois opostos sendo atraídos, atraídos por um sentimento, atraídos pelo amor. Eu sinto como simplesmente necessitamos um do outro para sobreviver, como se precisacemos ficar unidos para sempre, eu preciso dele, e ele precisa de mim. Assim que vou chegando perto, consigo ver seus olhos nitidamente, e assim que nossos olhos se encontram, ele se levanta e caminha na minha direção.
Caminhamos um na direção do outro, nossos olhos concentrados um no outro, nossos sorrisos dedicados um ao outro, nossos corações ligado um ao outro.
Apressamos os passos para diminuir essa distância tão grande, e quando chegamos um ao outro, ele me segura pela cintura, me levanta e me giro ao seu redor, com nós dois dando gargalhadas de felicidade. Ele me coloca no chão, eu passo o braços ao redor do pescoço dele, e fico na ponta dos pés para alcançar seus lábios, quando nossos lábios se encostam, tudo ao nosso redor some, todos barulhos, todas pessoas, a única coisa que existe são nós dois, como se tivemos numa ilha que eu chamo de Gabi&Gabi. Sempre que eu o beijo é como se fosse encontro de almas, nós nos completamos. Eu sou a peça imperfeita dele, e ele é a minha. Se afastamos e ele me olha nos olhos e diz:
“Senti sua falta!”
“Mas só se passaram 4 horas. Estas muito possessivo!” eu digo sorrindo e fingindo revirar os olhos.
“Já que você entrou nesse assunto de possessão, queria saber o que você acha de você usar uma coleira?” ele diz sorrindo.
“Se a coleira vir com um anel de noivado sem problema!” eu digo rindo.
Ele solta uma risada um pouco audível, amo essa risada, e me beija novamente. E voltamos para ilha Gabi&Gabi.

~Baseado Numa História Verídica~

Dia Mais que Especial…

Chego em casa lá pelas oito horas, estaciono o carro na garagem, desço do carro e caminho em direção a porta. ‘Nossa estou muito cansada!’
No momento que vou abrir a porta noto uma carta presa à porta, ja sabendo o que aquela carta significa, olha a data de hoje no relógio. 'Hoje é dia 12 de fevereiro. Não tem nada especial.’
Cedendo à curiosidade abro a carta e noto que a carta é mesmo do Neto, pois só ele tem o costume de escrever ao contrário, pego meu espelho de maquiagem dentro da bolsa, e arrumo a carta na frente dele, de uma forma que eu consiga ler seu reflexo:
'Oie meu amor, eu sei que você sabe que não é nenhuma data especial hoje, mas dia 12 de fevereiro em breve se tornará um dia que você nunca esquecerá. Agora para melhorar as coisas vamos começar as charadas: Quando as coisas ficam quentes, e sua esposa esta sem calcinha, você interrompe até seu passatempo favorito para se satisfazer.’
“Ahhh mesa de jantar!!” eu digo em voz baixa.
O passatempo favorito do Neto é comer. E nós transamos na mesa de jantar no nosso aniversário de casamento, e meu presentei foi jantar sem calcinha.
Abro a porta, e me surpreendo pelo silêncio, pois é bem raro momentos assim. Coloco minha chave do carro no porta chaves, e coloco a bolsa na estante onde fica o telefone. Por um momento penso em chamar o Neto, mas lembro que ele está me esperando com o presente em algum lugar. Decido me encaminhar com rapidez a sala jantar, porque não gosto nem um pouco dessa casa em silêncio.
Chego na sala de jantar e vejo a outra carta em cima da mesa, mas o que me surpreende é o que está apoiado em cima da carta. Duas algemas e um mordaça. Que estranho eu e Neto nunca usamos isso, desde quando ele tem?
Decido parar de pensar nisso, porque uma pontada de raiva ja estava me dominando. Abro a carta e coloco na frente do meu espelho de maquiagem que ainda está na minha mão; junto com a outra carta, e leio:
'Oi amor; ainda não usamos nenhum apetrechos nas nossas transas, mas seria hoje um bom começo para isso, pega a algema e veja como a sua textura e fria e ao mesmo tempo quente. Leve a algema e mordaça com você. Agora a próxima charada: Aqui decidimos casar, aqui decidimos nossa família aumentar, e aqui tentamos a família aumentar.’
“Nossa cama!!” eu digo, ainda com a voz baixa.
Antes de me dirigir pro quarto, eu pego a algema e a mordaça, e percebo que o Neto realmente tem razão, é fria e quente ao mesmo tempo.
Pego as cartas e o espelho e subo as escadas, e vou para a segunda porta à esquerda, entro no nosso quarto, e vou em direção a um objeto em cima da cama, estranho, é uma tesoura, e em baixo dela esta a carta, abro ela, posiciono o espelho e leio:
'Oi amor; então você deve estar se perguntando para que essa tesoura ne? Então essa tesoura na verdade você deve levar junto com você, porque é com ela que irás abrir seu presente. Mas você deve deixar as algemas e mordaça na nossa cama. Agora à próxima charada: Aqui passamos noites chuvosas, e frias, com um aquecendo o outro, e como dizem, sem roupa esquentamos mais rápido.“
"A sala de estar!” eu digo, pegando as cartas, tesoura e o espelho. E deixando as algemas e mordaça em cima da cama.
Saio do quarto desço as escadas, e vou em direção a sala de estar, assim que entro na sala um ar quente me aquece, estranho estamos no verão, mas Neto ligou a lareira. Vou em direção, e vejo que tem outra carta no tapete em frente a lareira. Me sento no chão, abro a carta, posiciono o espelho e leio:
'Oi amor; aqui passamos noites bem felizes, cheias de risadas e amor, foi nessas noites que eu soube o quanto te amava de verdade, e o quanto que eu queria ficar para sempre com você, porque como você dizia, somos duas partes de uma só alma. Os astrólogos de hoje em dia, dizem e afirmam que o sol é o centro do nosso universo, mas sabe o que eu digo? Ele não conhecem você! Eles não sabem como você tem esse poder de fazer as pessoas adorarem você. Quero que você saiba que você é, foi e sempre será o amor da minha vida, você é meu Sol, Alice! Agora antes de dar a última charada, quero que quando você terminar de ler a carta, você queime todas as cartas na lareira, você não vai precisar dessas cartas para lembrar tudo o que eu disse, eu tenho total certeza que você nunca esquecerá, porque nosso amor viverá para sempre, eu te amarei para sempre, não se esqueça de levar a tesoura. Última charada:
'Em momentos quando a casa se enchia, tinha só um lugar para onde nós fugiamos e nos satisfaziamos.’
“O porão!” eu digo com a voz rouca, pois as palavras do Neto me fizeram chorar.
Assim como ele pediu para fazer eu queimei as cartas, peguei a tesoura e fui em direção ao porão. Antes de abrir a porta do porão, eu tomo fôlego e mais uma cachoeira de lágrimas vem, só por pensar o que pode estar do outro lado da porta, aposto que é uma surpresa muito sexual, pois esse é o jeito dele.
Abro a porta e desço as escadas, assim que vou descendo as escadas acho estranho, como a luz está apagada?, desço até o último degrau, e vou tateando a parede para achar o interruptor. Assim que acendo a luz ouço um grito, e leva uns dois segundos para eu perceber que o grito é meu.
Na minha frente tem uma corda amarrada no apoio do chão do primeiro piso, e tem um corpo pendurado pela corda.
“NETO!” eu grito em meio as lágrimas.
Vou em direção a ele, e vejo o rosto dele já sem cor, e com a boca aberta, morreu tentando tomar fôlego. Fico desesperada procuro pelo chão algo para que eu possa cortar a corda, e lembro da tesoura em minha mão. Pego a cadeira que pelo jeito Neto uso de apoio antes de pular, e subo nela, tento cortar a corda com a tesoura, leva um tempo até que enfim consigo. Tento segurar o corpo dele mas é pesado demais, então ele cai com um baque surto no chão, desço da cadeira, e coloco a cabeça dele no meu colo.
“O que você fez?” eu pergunto para seu corpo ja sem vida.
Encosto minha cabeça na dele e deixo todas as lágrimas sair, quando levanto a cabeça noto; que os pulsos dele estão roxos, como se ele tivesse preso por… algemas?
De uma vez só percebo várias coisas, e olho para o corpo dele assustada. Você não fez isso!
Me levanto e empurro a cabeça dele para o lado com muita força.
“Você estava pensando o que seu filho da puta? Isso é algum tipo de brincadeira?” eu grito.
Começo a olhar a redor a procura de algo; e noto no fundo do porão um mural de fotos, me a próximo e vejo as fotos. Meus olhos se arregalam, são fotos minhas com o João Pedro, o irmão do Neto, e nas fotos eu e o João estamos se beijando e transando. Eu me viro e pergunto para o corpo:
“Como você conseguiu isso?” pergunto assustada.
Num passe de raiva, arranco todas as fotos do mural, rasgo e jogo no lixo próximo.
Quando termino com as fotos, eu ouço a sirene da polícia, e as luzes. Olho para o corpo inerte do Neto, e as intenções dele ficam bem claras, fecho os olhos e digo:
“Muito esperto você! Agora tem digitais minhas nas algemas e na mordaça, vão pensar que eu te mantia prisioneiro, e como você não sai de casa, os vizinhos testemunharam, sem contar as digitais na tesoura e na corda. E no final de tudo você fez eu queimar as provas de que na verdade foi suicídio; com todas essas provas eu irei presa na certa, nenhum juiz irá me absolver, e você sabe disso. Mas veja só, se você acha que eu vou ser presa, estas enganado, no final não correrá igual seu plano.” eu digo.
Vou na direção dele, eu piso repetidas vezes na sua cabeça, e pego a tesoura no momento que ouça a polícia arrombando a porta principal, como fiz um curso de enfermagem, sei o local certo, e com toda minha força, enfio a tesoura no meu pescoço, bem na jugular. No começo não sinto nada, ai de repente vem aquela cachoeira de sangue, eu caio no chão, ao lado do corpo do Neto, mas antes de perder consciência, eu tiro a tesoura do meu pescoço, e enfio bem na testa do Neto. E tudo fica escuro de repente, como se eu tivesse pegado num sono profundo.

Ah… Hm… É…

*Pensamentos do Dia:
Primeiro: “Odeio acorda cedo, ainda mais numa segunda feira!”
Segundo: “Odeio andar de ônibus!”
E Terceiro: “Odeio à escola!”
Pensando bem até que odeio poucas coisas. Enfim, hoje é dia doze de fevereiro, estou indo para o ponto de ônibus, praticamente correndo, porque estou atrasada novamente, o que não é novidade alguma, então enquanto caminho/corro vejo que as senhorinhas que pegam ônibus de manhã ainda estão lá. Bom sinal, não perdi o ônibus.
Sento no ponto ao lado de uma senhora bem fofa de cabelos brancos. Assim que me sento levemente escuto a conversa delas, o que me levam a pensar novamente, porque senhoras aposentadas andando de ônibus tão cedo? Fico um tempo vagueando nesse pensamento, na verdade eu vagueio tanto tempo que nem percebo que o ônibus chegou no ponto até a senhora do meu lado se levantar.
Me levanto também e vou em direção ao ônibus, começo a subir as escadas, mas paro no primeiro degrau, porque as senhoras ainda não passaram na catraca, nesse meio tempo olho para o chão e percebo uma coisa, coloquei meia num pé só! Meu deus… eu Luizei de novo(um termo imposto pela minha mãe, quando tenho esses momentos.), decido esquecer essa Luizisse, e termino de subir os degraus, passo a mão nos bolsos a procura do cartão e não acho. Uma imagem vem a minha mente: O cartão em cima da mesa de casa.
Meu deus… Luizei de novo, é um recorde, dois num dia.
“Hmmmm… Senhor Motorista pode parar no próximo ponto, eu esqueci meu cartão.” eu digo, morrendo de vergonha.
“Ah, eu posso te deixar aqui na verdade.” diz o motorista, abrindo a porta.
Estou prestes a descer do ônibus quando ouço:
“Senhorita…?”
Eu me viro e vejo um menino com a aparência de um jovem um pouco mais velho que eu, ele é um gato,admito. Fico um tempo olhando para o rosto dele, tipo hipnotizada, e só depois de uns segundos percebo que ele está esticando a mão, mas o que está na mão dele é uma nota de dez reais, infelizmente, estava esperando um aliança de noivado algo assim, e… ‘Diz alguma Luiza!’
“Ahhh… hmmm… Você é u… quer dizer não precisa de verdade, eu volto em casa é perto daqui.” eu digo, pensando nos 2 km que terei que andar.
“Eu realmente insisto em paguar sua passagem.” ele diz.
‘Podia pagar uma noite num motel!’ 'LUIZAAA!!’ 'Ora é a mais pura verdade.’
Pela expressão confusa dele, acho que vaguei por um tempo.
“Ahhh… muito obrigado então.” eu digo pegando o dinheiro e pagando o motorista.
Passo pela catraca, e entrego o troco para ele.
“Ah, pode ficar, como você irá embora depois?” ele diz.
“Ahh é verdade. Muito obrigado novamente.” eu digo.
“Tem um lugar vago ao lado do meu assento; não quer se sentar?” ele pergunta.
“Quero sim obrigada.”
Nos sentamos num local com cadeiras duplas, e por um momento fico imaginando se isso tudo foi uma cantada. 'Para de viajar Luiza;ele foi gentil só, e para falar a verdade, você acordou agora e está um trapo.’ 'Ah fala sério, meu cabelo está bem legal, pintei ele ontem e…’ 'Xiu ele tá falando com você.’
“Ahhh… oi… Você disse alguma?”
Ele da uma risadinha, e depois diz:
“Qual seu nome?”
“Ahhh… meu nome é… hmmm…”
“Não sabe seu nome?” ele pergunta ainda sorrindo.
“É sei sim… É Luiza. E o seu?” eu digo, meio envergonhada.
“Eu sou Jorge. Aonde você estuda?”
'Viu Lu? Sinal de interesse!“Cala a boca e responde logo.’
“Estudo no colégio José Floriano, segundo ano. E você? Estuda?”
“José Floriano? Sério? Eu vou começar a estudar lá hoje, terceiro ano e …”
Eu e ele começamos uma conversa em relação à escola, a cidade que ele morou antes, sua antiga escola e etc…
Eu e a Lu prestamos atenção todo momento, menos nos momentos que ele sorria, ou encostava sem querer na minha perna, ou nossos ombros se tocavam, ou nos momentos que seu peito; aparentemente defino, se enchia de ar e depois esvaziava. Para resumir; não ouvi nada, só assenti sempre que ele parava de falar. O que me deixava triste, adoro o jeito de sua boca se mexer enquanto falava.
De repente percebo que ele diz algo e se levanta.
“Ah você ja vai descer?” eu pergunto com tristeza na voz.
Ele sorri e diz:
“Vou sim; e você também.”
“Eu também? Vais me levar aonde?” pergunto intrigada.
Agora ele da uma risada meio que audível, e diz:
“O próximo ponto é o da escola. Irei te levar para escola.”
De repente fico vermelha igual um pimentão, espero que não tenha ficado aparente, e decido fazer voto de silêncio pro resto da vida.
Em momentos assim queria voltar para o útero da minha mãe, onde não existia garotos, e cenas desconfortantes.
Descemos do ônibus, eu ainda vermelha, e caminhamos em direção a escola, assim que passamos pelo portão o sinal toca.
“Ah eu preciso ir na secretaria antes.” diz ele apontando para sala dos professores.
“Ah na verdade a secretaria é lá.” eu digo apontando para o outro lado.
“Ahhh… ok. Tchau, espero vê-la depois.” diz ele andando em direção a secretaria e acenando.
“Hmm… ok. Tchau, eu também espero.” eu digo acenando.
Me viro de costas e vou em direção a minha sala. Mas escuto alguém me chamando, me viro novamente, a tempo de ver o Jorge se aproximando, e colocando as mãos em meus braços; e me beijando no rosto ele diz:
“Na verdade com certeza verei você depois. Até. Ah e a propósito, eu gostei da meia.”
Eu fico paralisada e muda, enquanto observo ele ir na secretaria.
*Pensamentos do Dia (editado):
Primeiro: “Amo acordar cedo, ainda mais numa segunda feira.”
Segundo: “Amo andar de ônibus.”
E Terceiro: “Amo à escola demais.”

Te Amo?!

Estamos correndo? Sim porque está chovendo.
Estamos de mãos dadas? Sim, mas esse é um fato sem explicação, foi uma coisa impulsiva.
Faz um tempo que eu e a Laura ficamos. Mas são basicamente dias que saímos juntos só para ficarmos sem compromisso nenhum (pelo menos da minha parte), e é o que fizemos hoje.
Continuamos correndo na chuva (de mãos dadas :3 ), até que chegamos no ponto de ônibus.
Acho que teríamos nos molhados menos se viéssemos andando.
Chegamos no ponto de ônibus e fomos sentar, por que a corrida foi cansativa. Tinha um casal de velhinhos sentados cochichando e olhando para nós, eu finjo não ter visto eles.
Até que eu escuto um pouco sobre a conversa deles: “Pergunta você, porque….”
“Não isso não é desculpa, pergunta você…”
“Okay, eu….”
Até que percebo alguém cutucando meu braço. Viro e percebo que é a velinha.
Fico olhando para ela. Percebo que ela está com vergonha de me falar algo.
Até que eu falo: “Oie?”
Até que perdendo a vergonha ela fala: “À quanto tempo vocês namoram?”
No momento que ela diz isso percebo que eu e a Laura ainda estamos de mãos dadas, depois de olhar para nossas mãos, olho para Laura, e noto que nunca percebi que a amava tanto até aquele momento, enquanto olho para seus olhos castanhos.
Depois de um tempo respondo, olhando para Laura: “Se ela quiser, faremos um dia de namoro amanhã”
Laura olhou para mim espantada, se levantou, e me puxou para que ficasse em pé, e depois me abraçou e beijou.
Depois de me beijar ela olhou nos meus olhos e disse: “O que você acha?”

~ Baseado Numa História Verídica ~

A Visita

A sala está escura, é uma noite fria de abril, e a única luz presente no recinto, vem dá televisão.
Estou sentado no sofá, com uma garrafa de cerveja na minha mão direita, e um cigarro na mão esquerda.
Dois objetos, que são subjugados pelas pessoas como um passe para morte iminente. Mas que para mim, são mais como um adiantamento para o inevitável.
A minha vida está como sempre, um desastre total. Que faria com que qualquer pessoa ficasse num estado deplorável, como eu estou agora.
Estaria igual a mim, com uma roupa que foi utilizada durante toda a semana. Com uma barba para fazer, com um hálito e cheiro deplorável.
Permaneço nesse estado, desde aquele dia, daquela tarde ensolarada, a tarde que me foi passada uma notícia que mudaria a minha vida daquele momento em diante. A notícia era que eu teria que esperar a chegada de alguém a qualquer momento.
Graças a um descuido, um momento de impertinência.
Também me foi passada nessa tarde a notícia de que a chegada desse alguém não poderia ser cancelada, só adiada.
No mesmo momento que me foi passada essa notícia, tomei uma decisão, para que adiar um acontecimento se ele acontecerá de qualquer forma?
A decisão que tomei foi que iria antecipar essa visita, para que minha dor não ficasse mais prolongada do que necessário.
Então desde esse dia, aguardo esse alguém, e sei que ele me visitará hoje. Não sei dizer como eu sei, eu só sei.
Estou muito ansioso por essa visita, eu diria que não estou com medo.
Mas isso não é verdade. Eu estou ansioso por essa visita sim; mas só por que estou ansioso pela visita, não quer dizer que não estou com medo, quer dizer que eu superei esse medo.
O grande momento está chegando…
Olho para o relógio de pulso, são oito horas.
- Enfim você chegou estava ansioso pela sua visita… - eu falei, enquanto fechava os olhos.
Então no fim a Morte veio mesmo me visitar.